Dá-lhe pílula azul pra levantar esse blog...

20 de jul. de 2007

Justin Timberlake – Future Love/Sex Sounds (porque todo site tem sua era sombria)

Nota puramente editorial: Nesse site (não, isso não é um blog, são eles que querem que você pense assim), é da intenção de todo o staff (eu) de prover aos leitores material não só de qualidade (duvidosa), mas também amostras de trabalho (pseudo) jornalístico que exploram sempre novas fronteiras e possibilidades. É por isso que:
1- Você está vendo aqui a crítica de um CD altamente hypado, de um cara altamente mainstream, e que, principalmente, eu nunca ouvi inteiro
2- Está sendo aqui submetido o esqueleto do trabalho de outrem, devidamente revisado, editado e moldado por minha pessoa para atender aos exigentissíssimos padrões de qualidade desse site. Explico, a primeira parte do texto, a “abertura”, é basicamente minha, usando a base de idéias do texto original (do Henrique). A segunda parte, que trata do CD e das músicas em si, é basicamente dele, com um retoque meu aqui ou ali, e algumas idéias e piadinhas cretinas minhas inseridas, e algumas opiniões dele sumariamente omitidas, uma vez que esse site tem uma certa postura alternativa (no sentido menos indie-mod-vidadinho da palavra) para zelar.
Tendo sido esclarecido esses pontos, segue-lhes enfim o texto:



Texto em si: Na resenha que segue, buscaremos: desenvolver uma crítica sagaz e pertinente sobre o CD supracitado, comentar o movimento oscilatório da carreira “musical” de Justin Timberlake, subir uma escada e, finalmente, mascar chicletes, tudo ao mesmo tempo. Portanto, aqueles cardíacos ou fracos dos nervos, por favor, parem a leitura por aqui. Aqueles bravos o suficiente, ao próximo parágrafo!
Bom, para início de conversa (e de carreira), voltemos ao milênio passado, àqueles nebulosos anos noventa, e um dos mais assustadoramente nebulosos estilos musicais até agora existentes: as “Boy Bands”. Pois é, achou que eu tava brincando quando avisei os cardíacos e fracos né? Pode parar de ler agora, se quiser. Prometo que não conto pra ninguém.
Então, década de noventa, 4 ou 5 garotos bem apessoados, bem vestidos (leia-se: vestidos com roupas caras), MUITO bem pagos, e que faziam um incrível sucesso com a mulherada, talvez por se parecerem muito com elas, enfim, Boy Bands. Infelizmente para alguns, e felizmente para a raça humana, os garotos “cresceram”, ou as fãs “cresceram”, ou bateu um medo da retribuição divina, quem sabe? O fato é que as boy-bands minguaram, minguaram e desapareceram. Acontece que uma dessas filiais do infer... quer dizer, boy-bands, ao morrer, expeliu uma bizarra cria de suas entranhas. E assim, misturando tom de pele bem claro e rosto de menininha com músicas falando de sexo e “atitude” e “ritmo” meio negão-gangsta, nasceu a carreira solo do Justin Timberlake, da carcaça putrefata do que um dia (infelizmente) fora o N’Sync.

Quem tem um passado obscuro levanta a mão


Dando um ligeiro Fast Forward, passando por um ou outro Grammy, uns clipes de músicas muito ruins cheio de mulheres muito boas, e saindo finalmente do tipo ta-beleza-já-to-cansado-de-saber-tudo-isso-fala-da-porra-do-cd-logo de assunto, temos o Future Love/Sex Sounds, que segue basicamente assim:
O CD começa com a musica homônima, que segue mt boa, no final começa a dar uma enjoadinha, mas dá pra curtir. Seguindo, o primeiro Hit do álbum, “Sexyback”. Essa é hitzinho de rádio, de academia, e de festinhas indie-cool por aí, e se todo mundo gosta (pelo menos na hora de dançar a parada) eu não vo contestar. A terceira faixa é “Sexy Ladies”. Péssima, não tem nem o q ser dito, ele pegou a parte enjoadinha da primeira musica e fez uma faixa só com ela. No final dessa 3ª ele anuncia a subseqüente com um coro bem “gangsta rap” quase comovente (“My love! MyLove!”). Pois eh outro hitzinho q, convenhamos, jah encheu o saco. Segue então como quinta música,“Love Stoned” que eh... dispensável. Talvez em outro cd daria certo, quem sabe? Para a sexta faixa uma surpresa: um outro hit! Eh isso mesmo, 3 hits em um álbum, ou melhor, em 6 faixas! “Noooossa, Justin, como você é vendável! Pó isso você ganha tantos Grammies!” Então vem “What goes around... comes around”, o trunfo dessa porcaria, a unica musica realmente boa! Puxadinha bem black, que graças a deus não se deixa cair nesses hip hop que são maniazinha hoje em dia, com graves demais e agudos engraçadinhos que, na real, só deixam o “cantor” com cara de babaca. Pelo contrário, a música usa os agudos muito bem, mantém a música mais num pitch intermediário, e nem pensa nos graves hypados. Além disso a letra é... regularzinha, o ritmo é cabuloso de dançável e o clipe, bom, é com a Scarlett Johansson... Depois vem “Chop Me Up”, que num fede nem cheira, principalmente depois da música realmente boa do CD.


ô beleza de clipe, meu deus...

Bom o Will.I.am entro na parada pra essa oitava musica, “Damn Girl”, que pra ser uma boa música só faltava letra. E ritmo, e melodia... sério, colocar “feat Will.I.am” não deixa uma musica boa, nem nesse mundo musical hiphopeado de hoje em dia. E o trabalho dele poderia ter sido bem melhor também, quer dizer, ele é o cabeça do Black Eyed Peas, que é (infelizmente) a mais “badalada” banda de coisas funkies e dançantes hoje em dia... ele deveria saber fazer uma música pelo menos dançável. Pelo amor de Deus, um pouquinho de seriedade aqui, broder!.
Segue “Summer Love” (eh... jah deu de Love, beleza? Pegamos a idéia!). Essa musica eh assim: pegue um daqueles containeres de plástico (sabe aqueles que de vez em quando você coloca birita e gelo dentro? Esses mesmos) e batuque nele uma base meio hip-hop; pegue um esquilo e torça com c fosse roupa molhada sabe (pois é, os supracitados graves exagerados e agudos cretinos); faz um letrinha pasteurizada estilo “gangsta love”, e pronto!
Depois disso só tem mais três músicas, que são iguais umas às outras e péssimas. São elas: “Until The End Of Time” e… ah, esquece, você não vai gostar delas, confie em mim.
Enfim, embora tenha uma ou outra música ouvível (e, principalmente, dançável) seja um, digamos, “Grammy Material”, e tenha uma música realmente foda (acho q já deu pra captar qual é), o conjunto da obra é, digamos, comparável aos seus tempos de N’Sync. Maaaaas, como nesse site nós primamos pela parcialidade (não, eu não esqueci o “im”) e não hesitamos em congratular qualquer um que consiga obter dinheiro e mulheres (sinônimos? Talvez...) com um mínimo de esforço, seja seu trabalho artisticamente válido ou não, aí vai a nossa teoria: Odeie a mensagem mas não odeie o mensageiro. Pq se o cara saiu da Disney, virou N’sync, fez muito cd ruim, e era visto como bicha por toda a população masculina, e ainda o é por boa parte dela e, ainda assim: traçou a Britney Lanças (quando ela tinha cabelo e sanidade) e tem grana pra fazer a Scarlet Johanson se esfregar nele por 7 minutos vestindo quase nada, meus senhores ele sabe algo q nós, infelizmente, não sabemos. E se pra colocar isso em prática ele tem que lançar uns cds no mínimo instáveis, bem, é como o velho Nicolau já dizia: os fins justificam os meios.


Por isso eu digo que integridade artística é para os fracos



Colaboração: Henrique Cleto Carneiro

Editorial Pós-Férias (ou do fim destas)

As férias vieram e as férias se foram, ou na verdade estão quase se indo, e o site passou por seu primeiro período de estiagem, já que eu andei ocupado demais fazendo absolutamente nada, e não tive tempo de escrever. No entanto, como o blog da Mariana (que eu vou, mais uma vez, indicar aqui) foi atualizado com certa regularidade durante esse tempo, e isso fez com que eu me sentisse um mal blogueiro (embora eu não seja, de forma alguma, um blogueiro), o site volta agora com as seguintes... bem... novidades:
1- endereço de web modificado, para sexdrugsandstuff.blogspot, o que me permitirá fazer:
2- mudança no nome do site, que a partir de agora se chamará Sex, Drugs and Journalism (já já mando um post justificando esse "Journalism". Por enquanto, basta dizer que não tou sendo pretensioso, mas sim sarcástico. RElaxa ae.) , estando a partir de agora, também, a terceira palavra sujeita
a periódicas mudanças.
3 - novos textos vem aí, alguns idealizados, alguns já escritos (um dos já escritos, inclusive, com co-autoria). Pois é, visitem sempre, comentem, que assim eu fico feliz e vocês vão todos pro céu

Atenciosamente e agradecidamente,

O Editor

2 de jul. de 2007

Alguns Jogos

Só alguns rápidos comentários sobre alguns jogos recentes:

Brasil 0 x 2 México (ou Robinho 0 x 2 Ninguém)

Só certas ocasiões especiais na nossa vida fazem a gente rever certos conceitos até então tidos como inabaláveis. Até a última quarta feira, por exemplo, eu podia jurar que um jogo de futebol se tratava, contanto que nenhum jogador tivesse sido expulso, de 10 jogadores com uniformes iguais e mais 1 com uniforme diferente que fica no gol e pode usar as mãos, de cada lado. Mas no jogo da copa América contra o México, eu tenho certeza que só vi um jogador de um lado contra nenhum do outro. E, pasmem, o time sem nenhum jogador ainda ganhou o jogo... e de 2 a 0! Durante o início do segundo tempo, me passaram flashes mentais de quando o Brasil perdeu nas quartas de finais das olimpíadas pra Camarões, lembram? E olha que curioso, alguns jogadores que estavam na seleção olímpica aquela época “jogaram” no jogo de quarta, como o Diego. Mas justiça seja feita, dois destaques são necessários: 1- Robinho, jogou muito, aliás, foi o único que jogou. Pegava a bola na intermediária lá na direita, driblava a retranca mexicana toda até chegar à esquerda do campo e depois voltava pra direita, procurando alguém pra tocar no processo. O foda é que ninguém se apresentava e aí não dá pro cara jogar sozinho né? 2- Elano, Troféu Zero à Esquerda é dele. Pra sempre. Saiu (merecidamente) suado de tanto correr pra longe da bola. Acho que o Galvão Bueno não chegou a falar o nome dele nenhuma vez a não ser ao anunciar a substituição. Aê, Zetti, leva ele pro galo!

No fim das contas, duas cenas resumem perfeitamente o jogo: uma é a cara de cu do Doni quando ele viu que a bola tava dentro do gol e ele não tinha mexido um músculo; a outra é a cara de cu do Castillo (quando ele errou aquele gol feito no fim do jogo), que dizia “puta, como a gente ta ganhando essa merda” em claro e bom português. A resposta é fácil: porque o Brasil não ta jogando nada. E o México nunca jogou. Sorte a nossa, porque 2x0 foi pouco.

Que papelão hein Doni? (Não consegui achar nenhuma foto do supracitado momento)


PS: como só reclamar não procede, aí vai a solução, em 2 sugestões:

1ra- mais complicada, composta de 2 passos:
Antes da Copa: convocava o Ronaldo Pelota no lugar do Wagner Love, e qualquer goleiro no lugar do Doni
Durante a Copa: colocava a escalação:

Goleiro

Daniel Alves Alex Juan Gilberto

Gilberto Silva

Diego Anderson Robinho

Fred Pelota

2nda- mais simples, mais certeira, e composta de 1 passo apenas:
Implora de joelhos pro Felipão voltar

Mas como nem tudo são decepções no futebol, vão aí 3 jogos com um placar satisfatório:

Cruzeiro 4x2 atlético e Cruzeiro 3x1 Vasco

Pois é, depois de trocar atacantes como se troca de roupa, chegar a jogar sem nenhum ponta-de-lança por ofício e terminar o campeonato numa posição ridícula, ano passado, e de perder o Mineiro e ser eliminado da Copa do Brasil pelo Brasiliense esse ano, finalmente o time se acertou. Ta dando gosto de ver as tabelas, as chegadas, os gols. E melhor ainda: a motivação dos caras. Porque afinal de contas, o resultado é importante, claro, mas se o cara se joga na bola como se a vida dele dependesse disso, ou melhor, como se a vida dele fosse irrelevante perante ao jogo, aí não tem do que tu reclamar, mesmo que o time esteja perdendo. Em outras palavras, não tem problema perder, desde que seja a la Portugal do Felipão, e não a la Brasil do Pé-de-uva. Mas o melhor mesmo é quando vêm junto a luta e o resultado. E se não vier o resultado no começo, é só colocar Guilherme e Wagner, né não? A dupla ás-na-manga praticamente resolveu os 2 jogos, fazendo juntos o terceiro gol contra o atlético e fazendo um gol cada contra o Vasco. Aliás, que gols! Além deles, Roni já é praticamente o novo ídolo das massas. Corre bastante, chega nas bolas, tabela, dá assistências, cava pênaltis e assusta a zaga adversária com sua aparência... não-ortodoxa (alguém lembra do rosto daquele monge budista no filme “Tratamento de Choque”?). E me diz o quão foderosamente amedrontador é o rapaz comemorando o pênalti: gritando furiosamente, esbanjando seu já referido visual, batendo nas veias e balançado o braço enfaixado pra Máfia, que ultimamente (e com razão) anda feliz como pinto no chiqueiro. Ou era porco no lixo? Enfim, bons tempos, bons resultados, torcida feliz e Minerão balançando. Tudo como papai-do-céu manda.

Rapaz bunito sô!

Brasil 3x0 Chile

Percebam que ali em cima eu disse “resultados satisfatórios”, o que não é sinônimo de jogos satisfatórios. Não me entendam mal, o time continua não jogando porra nenhuma, nem tentando jogar porra nenhuma, o que é pior. Parece que o time passou por algum tipo de bebedeira agressiva na noite anterior, sabe, uma festa open bar de 5 reais na zona Z, dormiu mal, acordou péssimo, e resolveu entrar em campo de qualquer jeito, e ver se consegue tirar uma soneca em pé mesmo, sabe, fingindo que ta jogando. Dizem as más línguas que já foram encomendados 14 óculos daqueles que tem olhinhos desenhados (sabe?) pro próximo “jogo”. O Elano mais uma vez conseguiu me fazer esquecer que ele tava no jogo, o Anderson jogou como se fosse volante, até que o Dunga tomou uma das decisões mais dengosas da história da seleção brasileira e pôs 3 volantes pra jogar contra o Chile. E nem vem me dizer que o Júlio Batista é meia-ofensivo, porque minha cachorra cria mais jogada que ele. E olha que ela não tem 1 pata. Graças ao Todo que santo Robinho baixou em campo de novo, e dessa vez com resultado. Dois gols e uma obra de arte, e está tudo resolvido por enquanto. Resta ver se Mestre Dunga consegue deixar a gente feliz contra o Equador. Porque até agora tá todo mundo zangado. E Atchim!

Dá-le Robinho!