Esses dinamarqueses (sim, existe música na Dinamarca) se juntaram ali em algum ponto dos anos 90, e mandaram seu primeiro CD, Shake a Mountain, em 2005. Esse é daqueles CDs que você tem que pôr seu soulseek (ou emule, ou torrent) pra suar se vc quiser pegar umas duas ou três músicas (o CD inteiro, esquece). Nada que valha muito a pena não, musiquinhas legais mas nada que ninguém não-dinamarquês e mais acessível via pirataria na internet não tenha feio antes (se vc realmente quiser, olha no site dos caras que tem umas duas pra baixar lá). Aí passou o tempo, saiu um integrante, entrou outro e a banda lançou esse rapaz da foto aí, ó, o Skeleton.
Muito menos obscuro (dá pra achar o CD inteiro), esse segundo CD foge do básico água-com-açúcar já-to-cansado-de-ouvir tipo de música do primeiro, sem no entanto cair no experimentalismo, no sentido artê (e nojento) da palavra. Músicas bem mais variadas cobrem tudo aquilo que um bom álbum tem que ter: as baladinhas (sendo uma delas a primeira música), as mais rapidinhas, as mais pesadas, as com uma letra ducaralho, as com uma melodia ducaralho, tá tudo lá. E o trunfo do álbum é por aí mesmo: ele cobre todas essas, digamos, necessidades musicais, sem perder a coesão. É como se fosse um álbum conceitual, daqueles que parecem uma música só, ou então leva o mesmo tema em todas as faixas, só que sem a parte que enche o saco: que todas as músicas são iguais e falam a mesma coisa. Isso porque as faixas, apesar de serem diferentes (porque não me entendam mal, ele não é um álbum conceitual), evocam basicamente o mesmo sentimento. Algo ali, entre o conforto e a nostalgia, sabe como é? Não que soe familiar, nem fodendo, não é nem um pouco familiar, é até... estranho. Mas de alguma forma essas músicas estranhas te pegam de um jeito aconchegante (Conseguiram entender a “teoria”? Não me culpem, culpem o crack). E na segunda vez que tu houve já é quase impossível não acompanhar as partes mais repetidas das letras, como o “and we’ll party together” da Silver Ponds, ou o “you know it takes time to get it together for a long time” da The Wonder (e se vc conseguir cantar as músicas desse CD sem ficar igualzinho aquela menina retardada do Páginas da Vida, eu processo o médico que esqueceu de declarar tua morte cerebral)
Eu poderia muito bem dizer que essas duas são das músicas mais filhadaputamente boas do CD, mas ai é que entra outra qualidade dele: a consistência. Mesmo sendo as mais variadas (Race You e seu tempo semi-acordado, a levada country de “Ambush” e “Ghost Towns”, o refrão cáustico de “All Night”, a nostalgia ao cubo de “Silver Ponds”...), todas as músicas são simplesmente excelentes, e eu não ia conseguir escolher uma favorita nem que me apontassem uma 12 na cabeça (embora se esse fosse o caso eu provavelmente mentiria). Quer tentar escolher você mesmo? Baixa ai. E depois me diz o que achou.
Obsque eu havia escrito pra mim mesmo ao fim do texto: aumentar parágrafo sobre as faixas, quando mais empolgado. É, não deu...
Um comentário:
Eu naum so mt desses albuns q parece uma musik soh...
msm q seja bom e naum fique chato..
vai ter uma hora q vc para e pensa "porra sera q ainda naum mudo d musik??"
mas eperemos eu escuta-lo primeiro
nao criemos falsas impressoes.
Ps: achando tempo pra ler o anterior! hauahuahuah
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