Dá-lhe pílula azul pra levantar esse blog...

21 de ago. de 2007

Manu Chao - Clandestino

Estou para completar mais dois textos um pouco mais decentes, que já jáeu posto. Enquanto isso, fica essa dicazinha de CD. Ah, um PreScriptum (¬¬): nos últimos 3 posts eu tive 2 coments. Porque eu continuo postando? Quem sabe... tem certas coisas q a gente não questiona, aceita.


ô capinha cretina...

Tem gente que tem clara facilidade com algumas coisas. Enquanto aquele seu vizinho playboy tem uma inexplicável facilidade em, digamos, traçar todo mundo que você queria traçar, tem gente que tem facilidades menos úteis e divertidas, como por exemplo em línguas. Por Guimarães Rosa: “Falo: português, alemão, francês, inglês, espanhol, italiano, esperanto, um pouco de russo; leio: sueco, holandês, latim e grego (mas com o dicionário agarrado); entendo alguns dialetos alemães; estudei a gramática: do húngaro, do árabe, do sânscrito, do lituano, do polonês, do tupi, do hebraico, do japonês, do checo, do finlandês, do dinamarquês; bisbilhotei um pouco a respeito de outras. Mas tudo mal. E acho que estudar o espírito e o mecanismo de outras línguas ajuda muito à compreensão mais profunda do idioma nacional. Principalmente, porém, estudando-se por divertimento, gosto e distração”. Sinistro, não? Menos impressionante, porém mais inusitado (tendo em vista que, por ser escritor, é natural que Guimarães Rosa aprenda línguas) é esse sujeito chamado Manu Chao. Nascido na frança, filho de um galês com uma , morou um tempo na espanha, um tempo no reino unido e um tempo na américa do sul. Resultado: ele fala francês, inglês, espanhol, português, basco, árabe e gaélico. E usa todos esses idiomas nas músicas. Não só os idiomas, aliás, uma vez que essa grande variedade de lares o pôs em contato com diversas culturas, que ele aplica, além das línguas, no caldeirão de influências que caracteriza seus CDs.

Após deixar sua banda, Mano Negra, Manu se reuniu com vários artistas de vários países e fez meio que um tour pela América Latina, de barco, tocando nos diversos portos e tal. Uma coisa bem alternativa assim. O bom é que no final de tudo isso ele juntou vários momentos musicais dessa viagem toda, muita coisa boa que nasceu de um monte de gente incomum numa jornada incomum, e pôs nesse CD, Clandestino. Ele gravou, assim, um CD que é um coquetel de influências (e não de estilos, uma vez que ele acaba produzindo uma música meio distante de estilos no geral) e um bom bocado de músicas excelentes. As mais famosas do CD são a clássica Clandestino e a insana Bongo Bong, mas na minha opinião a melhor, de longe, é Desaparecido. Com um ritmo meio mexicano, uma letra meio mexicana, no sentido sombrero-bigodão-atravessador-ilegal-da-fronteira da palavra, e cantado em espanhol, destrói na seqüência de Clandestino, as duas melhores e já as duas primeiras faixas do CD. Vale a pena também conferir a música Minha Galera, a nº14, com uma excelente letra em português (“Ô minha maconha\Minha torcida\Minha querida\Minha galera\Minha cachoeira\Minha maloca\Minha larica\Minha cachaça\Minha cadeia\Minha vagabunda”).

Além disso, pro disco ficar ainda mais estranho, no começo de algumas músicas aparece a voz de Subcomandante Marcos, do EZLN, falando umas coisas sobre Zapatismo e etc. A repetição de frases e ritmos, e o uso de várias camadas de vozes é também uma constante no álbum e, junto com o fato de que 99% do CD é bem calmo, fazem dele um excelente background, apesar de ligeiramente chatinho de se ouvir quando não se está fazendo nada (com exceção das melhores músicas, como as duas primeiras).


Maldito subversivo!

Vale também, claro, um destaque à faixa 6, Lagrimas de Oro, com sua linda letra, que compensa um pouco pela... bem... inconseqüência das outras letras.

O valor do CD é, de certa forma, mutável. Como background para atividades variadas, é muito bom. Como background para, digamos, consumo de ervas entorpecentes ilícitas, é semi-perfeito. Para ouvir de fato só prestando atenção, o CD todo de uma vez pode ser um pouco chato. Mas seja qual for seu objetivo com ele, vale a pena baixar. Se não gostar, pelo menos é um contato com algo diferente. E fora que encontra-lo por aí é bem fácil (principalmente em torrents)

2 comentários:

Anônimo disse...

poizé, com qs um ano de atraso eu acho q jah era hora de refazer esse post ai, não?
faltou comentar sobre o radio bemba soud system, o projeto.
E eu certamente discordo desse ultimo paragrafo o siberie eh meio chatinho, mas o clandestino eh genial.
enfim c vc chegar a ler esse comentario, acho q nem vc entra mais aqui, call me!

Anônimo disse...

poizé, com qs um ano de atraso eu acho q jah era hora de refazer esse post ai, não?
faltou comentar sobre o radio bemba soud system, o projeto.
E eu certamente discordo desse ultimo paragrafo o siberie eh meio chatinho, mas o clandestino eh genial.
enfim c vc chegar a ler esse comentario, acho q nem vc entra mais aqui, call me!